Afinal o trigo faz mal a todos

Comprei este livro em 2013 quando ainda não sabia que era celíaca. No fundo eu já sentia que não deveria comer glúten mas queria uma prova concreta para não o fazer, e este livro foi a prova que eu precisava.
Escrito por um médico cardiologista norte-americano, Sem Trigo Sem Barriga é muito mais do que um livro de dieta sem glúten. É uma das muitas obras científicas que comprovam que uma pequena alteração nos nossos hábitos alimentares pode melhorar a nossa vida para sempre.

O cardiologista Dr. William Davis tratou ao longo de vários anos milhares de pacientes com diabetes elevado, colesterol altíssimo, problemas digestivos e excesso de peso. Quando analisou a fundo todos os detalhes da vida dos seus paciente, conclui que todos eles tinham um ponto em comum: uma dieta baseada em produtos feito com trigo. O Dr. Wiliam David sentiu então uma necessidade de estudar e aprofundar o seu conhecimento científico sobre o trigo e sobre o consumo diário de produtos com trigo e depois de muito analisar, decidiu recomendar a todos os seus pacientes para abolir o trigo e o glúten por completo da alimentação. O resultado desta experiência foi surpreendente.

Mais açúcar que o açúcar

Sabiam que duas fatias de pão integral aumentam mais os níveis de açúcar do sangue do que duas colheres de sopa de açúcar de cana?
O Dr. Wiliam David concluiu que o principal culpado das doenças dos seus pacientes, não era o consumo de gorduras, não era o consumo de açúcar e nem era uma vida sedentária. O culpado era o trigo.

O trigo contém um tipo especial de hidrato de carbono, chamado amilopectina A, que se transforma rapidamente em açúcar e é absorvido pela corrente sanguínea com muita facilidade. Quando aumentamos abruptamente os níveis de açúcar no sangue, o nosso pancrêas produz mais insulina para baixar o açúcar no sangue, o que provoca uma cadeia de reações no nosso organismo.
Quando comemos trigo sentimos rapidamente aquela sensação de saciedade, provocada pelos consumo de hidratos de carbono; depois sentimos aquela sensação de sonolência, provocada pelo aumento de açúcar no sangue; e depois sentimos aquela fome desgraçada, provocada pelo pico de insulina que o corpo gerou para combater os níveis altos de açúcar no sangue. Toda esta cadeia de reações provocam alterações nas nossas hormonas, principalmente com a hormona cortisol, a hormona do stress.
Níveis altos de cortisol no nosso organismo dificultam o bom funcionamento do nosso metabolismo, provocando aumento de peso, queda de cabelo, lapsos de memórias, pele oleosa, tensão alta, retenção e uma acumulação de gordura na região abdominal, o famoso pneu ou a famosa barriga de trigo que o livro fala!
E tendo em conta que os níveis de cortisol altos significam um corpo stressado, corpo stressado é corpo inflamado logo é óbvio que um desequilíbrio desta hormona aumenta bastante os sintomas de todas as doenças auto-imunes.

Mas os meus pais e avós sempre comeram trigo e são saudáveis

Todos nós já reparamos nas fotos dos nossos pais e avós e também já reparamos que todos pareciam magros e saudáveis. Os nossos avós não comiam cereais de pequeno-almoço, não comiam um bolo de pastelaria a meio da manhã, não comiam um pastelzinho de nata a acompanhar o café, não lanchavam sandes mistas ou pacotes inteiros de bolachas, e não jantavam pizzas ou massas com molhos.
Mesmo quando havia pão em todas as refeições dos nossos avós, no máximo utilizava-se uma fatia, porque um pão tinha que render para a família toda e os alimentos principais que haviam na mesa eram batatas, couves, hortaliças, e as fantásticas frutas acabas de colher do quintal.
O trigo passou de um alimento ocasional e complementar para o produto base de todas as nossas refeições diárias.

O trigo é um dos cereais mais antigos e mais utilizados pela nossa civilização. Resíduos de trigo foram encontrados em tumbas do Período Neolítico, datando de 5 a 6 mil anos antes de Cristo. Os egípcios já faziam uso do trigo há 3 mil anos, logo o trigo pode ser considerado um dos cereais mais antigos do mundo.
O problema é que o trigo que consumimos hoje em dia não tem nada em comum com o trigo que nossos antepassados consumiam.
A variedade de trigo mais cultivada no mundo é o trigo anão, e esta variedade foi geneticamente modificada por cientistas nos anos 60 para aumentar a produtividade e reduzir os custos de produção de trigo. Estas alterações fizeram com que o trigo que encontramos hoje no supermercado contenha muito mais glúten do que o trigo original. Os cientistas referem que o trigo de hoje em dia tem 10 vezes mais glúten do que o trigo original, e além disso, este trigo de laboratório fruto de cruzamentos perigosos não foi testado o suficiente para verificar a segurança do consumo prolongado destas novas linhagens criadas.

IMG_1568O trigo vicia tanto como uma droga

No seu estudo intensivo sobre os efeitos do trigo no nosso organismo, o Dr. William Davis também concluiu que o trigo provoca os mesmos efeitos no nosso cérebro que uma drogas e é por isso é que muitas pessoas sentem que não conseguem deixar de comer pão ou bolos. Ou seja, o trigo provoca mesmo uma dependência em algumas pessoas pois uma vez dentro do cérebro, os polipeptídeos do trigo ligam-se aos receptores de morfina, exatamente os mesmos aos quais se ligam as drogas opiáceas. É por isso que ficamos tão felizes e satisfeitos quando comemos uma bola de berlim ou uma fatia de pizza. O trigo é mesmo tão viciante como uma droga e é por isso é que nós queremos sempre mais uma fatia de bolo, e depois mais um bocadinho e depois só mais um bocadinho. A ingestão de trigo consegue provocar muito prazer mas também consegue provoca alguns sintomas ao ser eliminado da dieta.

O Dr. William Davis verificou que todos os seus pacientes que conseguiram eliminar o trigo da alimentação responderam positivamente a uma lista comum de melhoria de sintomas. Os estudos e pesquisas do Dr. William Davis comprovaram que uma dieta sem trigo ajuda na perda de peso; previne e ajuda a controlar a Diabetes; melhora o humor; aumenta os níveis de energia e a capacidade de concentração; ajuda a ter um sono mais profundo e reparador; diminuiu as dores nas articulações; melhora a digestão e o funcionamento intestinal; acaba com os sintomas de esofagite de refluxo ou refluxo gastroesofágico; dimuniu a retenção de líquidos, ajuda a prevenir o cancro dos intestinos e ajuda a prevenir a doença de Alzheimer.

Sem glúten não significa sem problemas

Viver sem trigo é viver sem glúten, mas viver sem glúten não é viver com alimentos embalados com etiquetas a dizer sem glúten.

O glúten é uma proteína do trigo, cevada, centeio e outros cereais primos do trigo, responsável por alguns dos problemas que podem causar desequilíbrio e doenças no nosso organismo. Porém o outro principal problema do trigo é o facto de ser um hidrato de carbono de rápida absorção que faz com que os níveis de açúcar do sangue aumentem rapidamente. O livro Sem Trigo Sem Barriga também alerta para o facto de que todos aqueles produtos sem glúten de substituição que estão disponíveis no mercado, que são feitos à base de farinha de arroz, amido de milho, fécula de batata, tapioca continuam a ter o mesmo problema que os produtos de trigo, pois são alimentos com um nível muito alto de hidratos de carbono. Ou seja todos aqueles pães sem glúten embalados, croissants, bolinhos, queques, pizzas, bolachas, barrinhas, tudo aquilo que é processado, embalado e vendido com uma etiqueta sem glúten, vai igualmente aumentar os níveis de açúcar no sangue de uma forma brutal e desequilibrar o nosso organismo da mesma maneira que o trigo. A única vantagem é que não vão danificar o intestino da mesma maneira que os produtos com glúten mas isso é outra história.

Uma descoberta para uma vida melhor

Sendo o livro Sem Trigo Sem Barriga um relato real e verdadeiro de um médico, baseado em factos e dados verídicos, é o livro perfeito para comprovar os perigos do consumo do trigo e do glúten. Este livro não só explica quais são as doenças e sintomas que uma dieta com glúten pode provocar na nossa saúde, como também explica quais os alimentos que não devemos consumir, e como podemos melhorar a nossa saúde com conselhos, dicas e muitas receitas sem glúten.

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