A couve romanesco, brócolo romanesco ou couve romanesca, parece uma obra de arte, mas na realidade é uma variedade de couve. Com inflorescências que mais parecem uma autêntica escultura vegetal, esta couve de padrões geométrico, é originária do norte de Itália. Os historiadores dizem que é cultivada desde o século XVI e que esta couve é filha de um brócolo e de uma couve-flor. Eu digo que é muito mais do que isso, porque esta couve é única a nível de aparência e a nível de sabor.

Com um sabor doce e com um travo a avelã, o romanesco pode ser consumido cru, mas fica surpreendentemente doce e suave quando é cozinhado. Quer seja cozida a vapor, salteada, assada no forno ou em sopas, esta couve vai criar de certeza uma refeição inesquecível.

Extremamente rico em vitamina C, este vegetal da família das crucíferas ajuda a fortalecer o sistema imunitário. O seu teor em triptófano ajuda a regular as hormonas, auxiliando em casos de insónias, ansiedade e depressão. Os seus níveis de luteína ajudam a promover uma boa saúde ocular e os seus níveis de flavonóides indicam que pode ser muito útil a combater as células cancerígenas. Rico em vitaminas K, B5, B6 e folato, o romanesco ainda tem um teor considerável de proteína e de fibra suave, o que o torna indicado para pessoas com intestinos mais sensíveis e delicados.

Disponibilidade

O romanesco surge no final da primavera e fica conosco durante o verão e o outono. No entanto ainda é possível encontrá-lo um pouco durante o inverno.

Escolher e conservar

A couve romanesco deve ser bastante densa e pesada e pode ser encontrada em 2 cores diferentes: verde ou roxo. Deve apresentar uma cor extremamente brilhante e apresentar um tom verde muito vibrante ou um roxo bem escuro. O caule do romanesco deve ser firme e não deve apresentar manchas e as folhas em volta do romanesco devem ser frescas e rígidas.

O romanesco pode ser conservado no frigorífico entre 2 a 3 dias, mas deve ser consumido o mais rapidamente possível. Deve ser guardado sem lavar, na gaveta dos vegetais e dentro de um saco de papel ou de um saco de pano.

Preparação

Os floretes do romanesco devem ser separados e passados por água corrente para retirar as impurezas.

Como cozinhar

Tanto os talos como os floretes do romanesco podem ser consumidos crus ou cozinhados.

O romanesco é delicioso consumido cru em saladas, mas fica especialmente doce e apetitoso quando é assado no forno.  Também fica delicioso em sopas, em pastéis, em salteados, em purés, em molhos ou simplesmente cozido a vapor. Pode ser cozinhado da mesma maneira que o brócolo ou a couve-flor, portanto é uma excelente opção quando triturado e utilizado como “arroz” fingido.

COZER A VAPOR: 5 – 8 minutos
COZER NO MICRO-ONDAS: 6 – 8 minutos
SALTEAR: 10 – 12 minutos
ASSAR NO FORNO: 10 – 15 minutos
O caule do romanesco contém oxalatos, um ácido que quando consumido em excesso pode prejudicar a absorção dos nutrientes e favorecer a formação de pedras nos rins. Deste modo, pessoas com problemas renais devem evitar consumir o caule desta couve.

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