Nos últimos tempos têm aparecido várias notícias com o presidente dos Estados Unidos da América e alguns membros da união Europeia, em que aparecem todos juntos e contentes como se tivessem a salvar o mundo com um grande acontecimento. Falam sobre um tal de TTIP, um tratado transatlântico que vai facilitar as transações comerciais entre os Estados Unidos da América e a Europa. Mais comércio, mais importações e exportações, mais empregos, e uma melhoria da economia. Parece fantástico não é?

Tudo isto parece ser muito bonito, mas a verdade é que Estados Unidos da América utilizam na sua agricultura, vários produtos de uma lista de cerca de 400 produtos tóxicos que estão actualmente proibidos na Europa, por não terem sido considerados seguros para a saúde humana e para o meio-ambiente. Também não nos podemos esquecer que cerca de 70% dos produtos alimentares processados que estão disponíveis no mercado norte-americano contêm alimentos geneticamente modificados, ou transgénicos, e que está mais do que provado que causam várias doenças. E enquanto que neste momento na Europa é obrigatório mencionar no rótulo se um produto alimentar contém algum alimento transgénico, nos Estados Unidos não autorizam que o rótulo mencione que o produto é geneticamente modificado.

A organização ambientalista Greenpeace divulgou mais de duzentos documentos confidenciais referentes às negociações entre os Estados Unidos e a Europa sobre este Acordo de Livre Comércio e Investimento (TTIP). Nesses documentos os EUA chantageiam a União Europeia para comprar alimentos americanos sob a ameaça de que irão prejudicar as exportações de carros europeus.
Se a União Europeia ceder às “propostas”  norte-americanas podemos vir a ter nos nossos estabelecimentos comerciais, alimentos cheios de pesticidas, antibióticos, e produtos químicos que até ao momento estão proibidos.

Aqui ficam alguns artigos publicados em Portugal sobre o TTIP.

Jornal Público

Menos privacidade e menos segurança à mesa

Dos alimentos geneticamente modificados aos frangos lavados com uma solução à base de cloro e à proliferação de carnes com excesso de hormonas e antibióticos, alguns dos quais tidos como responsáveis pelo aumento do risco de cancro nos humanos; no que toca ao consumo e à saúde pública, o avanço do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP) fez soar as campainhas de alarme mais alto do que nunca.

Efectivamente, os regulamentos norte-americanos são menos rigorosos do que os europeus, com estimativas que apontam para o facto de, nas prateleiras dos supermercados norte-americanos, cerca de 70% dos alimentos processados conterem ingredientes geneticamente modificados. Do mesmo modo, os EUA são muito menos restritivos do que os europeus no que toca ao uso de pesticidas químicos, fertilizantes e hormonas de crescimento nos animais destinados ao consumo humano. “Se o acordo avançar nos moldes que foram tornados públicos, a segurança alimentar dos europeus deixa de estar devidamente acautelada”, opina Ana Tapadinhas, directora-geral da associação de defesa dos consumidores DECO. “Nos Estados Unidos, a segurança alimentar é baseada no princípio da presunção de que os alimentos não apresentam qualquer risco, enquanto na Europa vigora o princípio da precaução”, especifica, lembrando ainda que nos EUA “até na industria cosmética estão autorizados produtos químicos que são proibidos na Europa.

Ler mais em: https://www.publico.pt/economia/noticia/ameacas-e-oportunidades-do-ttip-para%20Portugal-1731215

 

Diário de Notícias

EUA chantageiam UE para comprar alimentos americanos com ameaças sobre carros europeus

Mais de duzentos documentos confidenciais referentes às negociações entre os Estados Unidos e a Europa sobre o Acordo de Livre Comércio e Investimento (TTIP) acabam de ser divulgados pela organização ambientalista Greenpeace. Segundo a organização não-governamental, as 248 páginas são referentes ao projeto de acordo de livre comércio e “confirmam ameaças à saúde pública, ambiente e clima”.

A agência Reuters sublinha, por exemplo, que os papéis da Greenpeace demonstram que os Estados Unidos ameaçam dificultar a exportação de carros europeus para os EUA se a Europa não se comprometer a importar mais produtos agrícolas norte-americanos, um tema que levanta grande debate porque a produção alimentar nos EUA está sujeita a legislação diferente, muitas vezes menos rígida em relação à segurança alimentar e saúde pública.

No que toca aos cosméticos, que nos EUA ainda são testados em animais, o que é totalmente proibido na União Europeia, estes documentos demonstram que as negociações chegaram a um impasse pela inflexibilidade de ambos os lados.

Ler mais em: http://www.dn.pt/mundo/interior/eua-chantageiam-ue-para-comprar-alimentos-americanos-com-ameacas-sobre-carros-europeus-5153849.html

 

Sapo 24 crónicas

TTIP. Fixe esta sigla e saiba o que propõe porque vai mudar a vida de milhões

Outra alínea refere-se à liberalização das restrições aos produtos transgénicos e à imposição de patentes nos vegetais geneticamente modificados, abrindo caminho para o monopólio das sementes agrícolas por parte de grandes empresas como a Monsanto, a Syngenta ou a Bayer. Em termos gerais, a UE tem normas mais restritivas do que os EUA quanto ao processamento de alimentos e inclusão de químicos e pesticidas, ou mesmo segurança dos veículos. Tudo isso seria eliminado.

O tratado pretende impor medidas restritivas na Internet, de modo a proteger as empresas de críticas. Quanto aos famigerados transgénicos, seriam abolidas as referências nos rótulos. É o caso, por exemplo, da “ractopamina”, uma droga usada para acelerar o crescimento de animais. Nos EUA, 80% dos porcos e 30% das vacas são criados assim, e o documento visa o “reconhecimento mútuo” bem como a intenção expressa de “ não criar barreiras injustificadas” ao comércio deste químico e dos animais assim criados.

Ler mais em: http://www.dn.pt/mundo/interior/eua-chantageiam-ue-para-comprar-alimentos-americanos-com-ameacas-sobre-carros-europeus-5153849.html

Foi também criado em Portugal um site onde explica tudo sobre o TTIP, que conta com várias notícias e documentos, de modo a denunciar toda a verdade sobre este tratado:

http://sapo24.blogs.sapo.pt/ttip-fixe-esta-sigla-e-saiba-o-que-79701

Se também se preocupam com a vossa saúde e com o futuro do nosso país não deixem de partilhar este artigo, para divulgar os perigos que poderemos ter que enfrentar se este tratado for assinado.
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